Porque os amigos são importantes.
Para todos eles...

6 regras a seguir


Six Rules
From the movie People Like Us
  1. If you like something because you think other people are going to like it, it’s a sure bet that no one will.
  2. Most doors in the world are closed, so if you find one that you want to get into, you damn well better have an interesting knock.
  3. Everything that you think is important isn’t. Everything that you think is unimportant is.
  4. Don’t shit where you eat.
  5. Lean into it. The outcome doesn’t matter. What matters is that you were there for it, whatever ‘it’ is - good or bad.
  6. Don’t sleep with people who have more problems than you do.



People Like Us - The Six rules por OB1KNOB1

A Lenda do Dia dos Namorados


Diz a lenda que o imperador, Cláudio II (Idade Média), havia proibido os casamentos em tempo de guerra. Para que os soldados de coração liberto melhor era que se empenhassem nas batalhas, evitando que deixassem jovens viúvas e filhos órfãos.
Valentim, padre conhecedor das realidades amorosas, percebendo ser difícil impedir que os corações palpitassem entre os jovens e o amor florescesse, ignorou a proibição continuando a celebrar matrimónios discretamente, por achar que pior do que viúvas desamparadas e filhos órfãos, era proibir o amor verdadeiro e a proliferação de mães solteiras com filhos de pais incógnitos.
Apesar das boas intenções do padre, não deixou de ser denunciado ao imperador, que o mandou prender. Na prisão, enquanto aguardava a sentença, ele próprio se enamorou de uma filha cega do carcereiro, a quem, diz-se por milagre, devolveu a vista.
Condenado à tortura e à morte, passou a ser venerado pelo povo como santo, como santo dos namorados. 
O dia da sua morte, 14 de fevereiro, viria mais tarde a ser consagrado como Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim.

E se o dinheiro não existisse?


E se o dinheiro não existisse?
Viver aquilo que nos faz felizes... E são na realidade as pequenas coisas que nos fazem felizes e a maior parte não está dependente do dinheiro...

Aprendes... Bom ano de 2013

autor: Nuno Garção

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiares-te, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão.

Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e tu precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobres que se levam anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tiradas de ti muito depressa - por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.

Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para te tornares a pessoa que queres ser, e que o tempo é curto.

Aprendes que não importa onde já chegaste, mas para onde estás a ir, mas se tu não sabes para onde estás a ir, qualquer lugar serve.

Aprendes que, ou tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.

Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes, a pessoa que esperas que dê um pontapé quando cais, é uma das poucas que te ajudam a levantar.

Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas, do que com quantos aniversários celebraste.

Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da maneiras que queres que ame, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.

Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes.

Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!"


Sentir...



Um dos maiores problemas com que se confronta cada um de nós é, parece-me, uma total falta de intensidade no sentir. Temos uma certa agitação emocional constante em relação ao que se deve ou não fazer, ao objetivo ou fim que se pretende atingir, ao material que se sonha ter ou possuir… Entusiasmamo-nos com coisas que, na realidade, não têm qualquer valor e importância.
Geralmente, temos mentes muito superficiais – mentes limitadas, estreitas, muito pouco analíticas, presas a uma rotina fútil – que vão funcionando sem problemas, a não ser que aconteça algo profundamente trágico e que muda consideravelmente tudo aquilo que temos como certo.
E assim desprezamos a verdadeira, humana e inata intensidade do sentir. O sentir de quem gostamos, o sentir a família como única e certa, o sentir a criança que nos olha com admiração e brilho da esperança, o sentir que a partilha e a honestidade liberta... Esta paixão a que me refiro não é coisa que se possa cultivar facilmente, tomando determinada droga, ficando hipnotizado... é um estado de ser, que vem naturalmente do interior e é ele que realmente enche a vida de amor e fraternidade.
Desejo a todos os meus grandes amigos um FELIZ NATAL e um BOM ANO DE 2013
Nuno Garção

(inspirado num texto que li e que desconheço o autor)

O melhor presente

O melhor presente é aquele que é interior!
Muito a propósito, numa época de crise (financeira e de afetos).
Nuno Garção

"before i could learn whose twin i was"



"the wind shook the kiss from your mouth 
before i could learn whose twin i was 
your face familiar like a light in the water 
just your touch could cure my lonesome blood 
you let go of everything you had 
and everything got left here waiting for what comes next 
the state of things is tied to me 
and i've been careless i think too much 
i want to lie still near you i want to 
the wind shook the kiss from your mouth 
before i could learn whose twin i was"

...sonhos...


Há alturas que o destino nos parece arrancar os nossos sonhos e levá-los para bem longe de nós.
Nuno Garção

Fragmentos do passado



Seremos sábios quando soubermos usar os fragmentos do passado para
nos ajudar a construir o futuro.
Nuno Garção

coragem

"Coragem não é ter força para continuar, mas continuar mesmo não tendo força e principalmente nunca deixar de acreditar, de acreditar em algo de bom!"

Lá fora chove

Ouço um tilintar na minha janela.
É a chuva que bate!
Bate como quem pede para entrar
Na harmonia do Outono,
Avisando que atrás dela vem o frio.

Fico a olhar para o cinzento escuro do céu.
É a chuva em traços!
Traços oblíquos pintados por milhares de gotinhas
Que caem agrupadas num contínuo sem fim,
Mantendo o paralelismo na queda.

Abro a janela para receber esta visita.
É a chuva que canta!
Canta nos telhados zincados e nas folhas castanhas das árvores,
e do chão surge o perfume que invade a atmosfera,
com um cheiro forte a terra molhada.

Sinto a frescura da chuva que cai.
É a chuva que me acaricia a face!
Cai agora numa mancha compacta,
Que tira a cor ao cenário da minha janela
E avisa duas velhotas que devem correr para casa.

É a chuva que chega... E frio virá depois.

Nuno Garção

O difícil é continuar...

"Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha da página branca, da luz e do barulho das portas a abrir. 

Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito 
cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter. (...)

Criadores não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Faltam-nos guardiões.

É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas - sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades - é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor - são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar.
(...)

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salva-las desse destino é a coisas mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que 'salvaguardar'? É mais fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela.

Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como galinhas. O difícil é continuar. (...)" 

(M. E. Cardoso)

Poema do silêncio


























Sim, foi por mim que gritei,
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que eu não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
Que ergui mais alto o meu grito,
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de vícios e grandezas,
Foi a razão das épi-trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Alevantei com ironia, sonho, e fumo...

O que eu buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febre de Mais, ânsias de Altura e Abismo
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

E só por me ter vedado
Sair deste meu ser pequeno e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano,
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés abro o meu seio:
Procurei fugir de mim,
Mas eu bem sei que sou o meu único fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir,
Sofro por ter prazer em me acusar e em me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu - sou eu chegado à perfeição...)
Senhor! dá-me o poder de estar calado,
Imóvel, manietado, iluminado!

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que eu levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Também sei bem que embora trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalómano é maior
Que a própria dor
De compreender como é supremamente egoísta
A minha máxima conquista!

Senhor! que nunca mais meus versos sôfregos e impuros
Me rasguem, e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida:
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome!

     José Régio, Presença n.º4