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destiny...


"I know 
it's hard to understand. 
But come on...
This is the way,
this is life
and it meens that you steel alive,
your journey is in progress
and your destiny is a gift.
You have to enjoy” :D

Nuno Garção

Voar em liberdade


Não voa livre quem quer, muito menos quando quer.
E se voar já é difícil para o comum humano, mais difícil se torna voar com a liberdade com que uma ave voa.
E se um voo solitário é um desafio, voar como duas aves voam é a utopia...
Sim, porque as aves, esses seres maravilhosos, conseguem voar juntas numa harmonia perfeita.
Eu, ser terreno e bípede, continuo à procura dessa capacidade de voar em liberdade...
Acreditando que serei capaz de voar acompanhado.

Nuno Garção

Today...


Today is a good day
To be alive
To be myself 
To look at sky
To feel the sun 

Today is a good day 
To smile 
To have fun 
To smell the nature 
To breath in 

Today is a good day 
To be happy 
To discover the destiny 
To enjoy the moment 
To live 

Today is one more day


Nuno Garção

Estás tão brilhante...


Estás tão brilhante... 
Sim, tu aí 
Com essas sardas tímidas e esse sorriso redondo. 

Hoje, és toda luz... 
Sim, tu aí 
Com essa forma tão perfeita e essa beleza superior. 

Hoje, és toda o meu olhar... 
Sim, tu aí 
Com esse ar discreto mas impossível de não sentir. 

Hoje, és novamente a minha companhia... 
Sim, tu aí... 
Lua cheia e bela. 

Esse Sol...


Perdido entre cruzamentos e escolhas,
O caminho tortuoso levou-me a ti.
Recanto paradisíaco que me faz pensar.
Com esse vento que me desconforta mas que renova.
Esse azul de mar agitado e incerto que me faz sonhar.
Esse céu enorme que me amplia os sonhos.
Essa imensidão de verde dourado que me atrai sempre que te olho.
Sim, e esse sol que me ilumina e aquece.
E me diz.
Um dia de cada vez.

Lá fora chove

Ouço um tilintar na minha janela.
É a chuva que bate!
Bate como quem pede para entrar
Na harmonia do Outono,
Avisando que atrás dela vem o frio.

Fico a olhar para o cinzento escuro do céu.
É a chuva em traços!
Traços oblíquos pintados por milhares de gotinhas
Que caem agrupadas num contínuo sem fim,
Mantendo o paralelismo na queda.

Abro a janela para receber esta visita.
É a chuva que canta!
Canta nos telhados zincados e nas folhas castanhas das árvores,
e do chão surge o perfume que invade a atmosfera,
com um cheiro forte a terra molhada.

Sinto a frescura da chuva que cai.
É a chuva que me acaricia a face!
Cai agora numa mancha compacta,
Que tira a cor ao cenário da minha janela
E avisa duas velhotas que devem correr para casa.

É a chuva que chega... E frio virá depois.

Nuno Garção

A felicidade...

A felicidade depende essencialmente de ti e não dos outros que te rodeiam, mas é com eles que deves partilhá-la.

Nuno Garção

Viver a vida...


Viv
er a Vida é como subir a uma árvore.

Começa-se pelo tronco que é a parte mais acessível:
A sua rigidez permite-nos subir com passos mais ousados.
A sua estrutura permite-nos ganhar rapidamente confiança para continuar a subir.

À medida que subimos o desafio é cada vez maior e mais exigente.
As vitórias fazem-se mais devagar e a elevação mais lenta.
E o medo de cair aumenta consideravelmente.

Sentir insegurança em pisar um ramo mais frágil é ter medo de arriscar.
Ter medo que os galhos se partam é ter medo de viver.
Pensar que no passo seguinte não existe ramo é ter medo de continuar.

Mas ter medo dessas coisas é deixar de acreditar que a árvore continua a crescer à medida que a continuamos a subir.
Ter medo da queda é desistir de entender a vida como um processo de crescimento interno na procura de uma vista mais clara em relação a tudo.

Nuno Garção

Hoje estive contigo num dos cenários mais belos que tenho memória... 
Acompanhado da música das ondas que batiam calmamente nos rochedos... 
Fiquei tempo sem fim a admirar-te: 
Estavas especialmente bela, grande e brilhante. 

Nuno Garção

Escrita da Vida

.
Um bico fino
Percorre o papel,
Desvairado e confiante.
Traça linhas azuis,
Como que criando a linha do horizonte,
Ao mesmo tempo que desenha os símbolos da linguagem do amor.
De repente pára e volta atrás.
Arrependido e perdido…
Tenta recompor uma parte dessa linha da vida,
Do horizonte,
Da escrita.
Risca, refaz e continua o traço contínuo,
Que descreve o encanto da linha da existência.

E sempre risca com a intensidade
De quem quer marcar o papel de forma única
Pontual ou contínua.
Mais uma vez,
Volta atrás.
Risca e refaz.
E pensa que para próxima deverá traçar a linha
De forma audaz confiante e desvairada,
Mas evitar o desperdício da tinta que usa para riscar,
Alterar o rumo da vida,

Do horizonte,
Digo da linha,
Do traço,
Da linguagem,
Da vida.
Mas enquanto desnorteado e apaixonado continua o rumo do horizonte
Volta a parar, a riscar, a emendar…
Até gastar a tinta da vida.

Nuno Garção

Dedicado a ti que não sei quem és...



De repente sinto algo:
Vontade de te ver,
Vontade de te ouvir e sentir...
De olhar os teus olhos!


Saudade?

Como é possível?
Estou nervoso. Pensativo.
Alegre... Triste!

Saudade...
Quero fugir...
Para onde? Para quê?
Porquê?


Saudade...
Vou sair pela noite e procurar a tua ténue imagem!
Far-me-á companhia,
No luar, na escuridão.


Saudade...
Dos teus cabelos compridos que nunca toquei
E que me fazem carícias na cara.
Não, é o vento!


Saudade...
Do calor dos teus olhos
Que me acompanham nestas trevas.
Não, é noite e é ausência da luz!

Saudade...
Do teu cheiro,
Que me envolve em doce...
Mas, não! São as flores que se fecham com o anoitecer.


Saudade...
De ouvir o toque do telefone
E a tua gargalhada do lado de lá
E imaginar o teu sorriso que não conheço.


Saudade...
De uma lágrima que me beija a face
Que está guardada dentro dos meus olhos
E que não cai
Porque seria em vão!


Saudade!
Porquê?

É isso, não tem porquê!
Existe e não se explica...
Tal como aquilo que nos une e não conhecemos...
Que nos faz tocar as nuvens sem nos vermos
Sem estarmos
Sem nos olharmos
Sem nos sentirmos
Sem nos amarmos...
Ainda...


(Nuno Garção, 2006 - adaptação 2012)
Dedicado a alguém que ainda não conheci, mas que espero um dia vir a conhecer...

A vida assim é sempre bem vivida

O destino encarrega-se de nos ensinar a vivermos um momento de cada vez,
Apesar de ser uma aprendizagem difícil.

O quotidiano surpreende-nos fazendo-nos refletir sobre o passado vivido
A pensar num futuro sonhado.

O amor mostra-se ao acaso como algo incerto e profundamente dependente dos outros,
Tornando-se em algo espantosamente viciante e misterioso.

As escolhas são o lado profundamente irracional do caminho,
Pois não seguem a premissa de que a pessoa da nossa vida é a que faria tudo o que faríamos por amor.

A experiência, essa marota, diz-nos que essa pessoa não existe,
Mas que é importante não deixar de acreditar porque isso é a chama dos românticos.

A incerteza indica-nos que é sempre tempo de procurar a insustentável leveza do ser,
Sem nunca deixarmos de ser nós, apesar de vivermos uma vida estranhamente bela.

O acreditar no viver com muito amor, dedicação, honestidade e sem medo,
Convence-nos que a vida assim é sempre bem vivida.

Nuno Garção

Grande acontecimento


Os medos são reais.
Os medos são formas que nos rodeiam e que nos dizem que estamos vivos.
Os medos sussurram-nos constantemente ao ouvido que seria mais fácil desistir.
Os medos picam-nos a alma a ponto de ela gritar com dor.
Os medos envolvem-nos numa espécie de coberta fofa mas pegajosa.
Os medos mostram-nos que além pode haver algo melhor, mas que não conhecemos.
Os medos são cobardes comparando com a nossa coragem.
Os medos dizem-nos no fundo que não há que ter medo.
Pois não há nenhum grande acontecimento que não seja feito com medo.

Nuno Garção
(reedito este post, hoje, no dia mundial da poesia)

Sermos nós...

Quando sentimos que os momentos do nosso dia-a-dia estão preenchidos por pequenos nadas valiosos como as flores da primavera é porque estamos realmente acordados para o mais importante da vida: sermos nós próprios e gostarmos de o ser.

Nuno Garção

Flores de Primavera

Um dia o céu fica encoberto,
Fecha-se para mim como a felicidade.
Um dia o mar fica agitado,
Como a sensação de dor que me preenche.
Um dia pareço sozinho,
No meio de uma multidão barulhenta.
Um dia procuro-me
E acho um eco de tristeza e de confusão.
Um dia tento preencher o vazio com calma
Mas o vento é muito, forte e desconcertante.
Um dia tento olhar o sol para me aquecer
E sou eu que o arrefeço.
Um dia a minha vida era uma coisa,
Agora não é nada.
Mas, um dia,
O pedaço que me falta,
Renascerá como as flores da Primavera.

Nuno Garção
(É assim que assinalo a chegada da Primavera, 

com um poema meu mas já antigo)

Dias assim

Dias assim aqueles que sentimos
Sentimentos de nós
Sentimentos sentidos.

Olhamos a sombra
Vemos o negro
E sentimos o cristalino do frio.

Olhamos o sol
Vemos o dourado
E sentimos a textura do calor.

Entre estes dois mundos
Debatemo-nos na procura de nós
Alternando caminhos bem traçados
Mas que não sabemos onde nos levam.

Dias assim aqueles que sentimos
O sentir da vida
E a vida na impressão dos sentidos.

Vemos passar aquele comboio:
Olhamos alegres por sabermos
Que queríamos não estar dentro dele.

Olhamos aquele monte:
E pensamos como se torna difícil ver o cume
Quanto mais perto estamos.

Entre querer e lutar para ter
Debatemo-nos na procura de nós
Alternando caminhos bem delineados
Mas que não sabemos o que nos reservam.

Dias assim aqueles que sentimos
Sentimos dos outros
Sentimentos de nós.

Procuramos o profundo do outro
E admirados
Encontramos o profundo de nós.

Procuramos a beleza nas coisas humanas
E desiludidos
Encontramos pedaços daquilo que gostaríamos que fossemos.

Entre o outro e nós
Debatemo-nos entre o dar e o receber
Alternando caminhos bem projectados
Mas que não sabemos onde nos arrastam.

Dias assim aqueles que sentimos
Sentimentos de nada
Sentimentos vividos.

Olhamos o mundo
Vemos um pântano
E sentimos a desilusão da humanidade.

Olhamos a aldeia
Encontramos o brilho da luz
E sentimos a pureza da simplicidade.

Entre dois paradigmas
Debatemo-nos na procura de nós
Alternando caminhos bem rascunhados
Que pensamos saber onde nos levam.

Dias assim aqueles que sentimos
Sentimentos de nós
Sentimentos sentidos
De um outro sentimento que gostaríamos de sentir.

Nuno Garção

(escrito em Nov de 2007 e revisitado em Fev de 2012)

Devaneios de um dia...


Devaneios...
Frases feitas que escutamos...
Sentimentos à flor da pele...
Sentimentos de mim...
Louco de dentro...

Olhares misteriosos...
Olhos carinhosos...
Situações corriqueiras...
Amigos dedicados...
Sentimentos verdadeiros...
Pensamentos em silêncio...


Voo pelo mar a dentro...
O sol segura-me...
Os pensamentos matam-me...
Algo me aquece...
A ausência me acorda...
A presença do nada me desperta...
O futuro me assusta...
A paixão me consome...
A novidade me estimula...
Recordo o toque...
A música me harmoniza...
O frio me arrefece...
O silêncio me fala...
Atenções numa nota de papel...
Reflexões incompletas...
Sorrisos contagiantes...
Esperanças cinzentas...
Lábios fogosos...
Tempo parado...
Enfim só!

Nuno Garção

Os meus companheiros do dia-a-dia...

Só quem é professor sabe do que vou falar...
Só quem é professor entende o que acontece quando chegamos à sala
E mesmo tristes, mal dispostos ou desanimados
Sentimos os olhos de 25 alunos fixados em nós
À espera da primeira palavra.

Só quem é professor entende que tal magia provoca
Só quem é professor percebe que um sorriso ou um olhar mais atento
Despertam em nós a vocação 
De dar sentido às palavras e aos ensinamentos que transcendem a Matemática
E marcam para sempre um momento.

Só quem é professor sente aquilo que descrevo
Só quem é realmente professor compreende que estes companheiros
Estão à espera ansiosos pelo nosso sorriso 
Ou até mesmo da nossa chamada de atenção sincera
Para um comportamento menos correto.

Só quem é professor dá valor a este sentimento
Só quem é professor vibra com os comentários ou descobertas
Em relação às matérias que ensinamos 
Ou até mesmo em relação às descobertas da vida
Porque sim essas são realmente importantes.

Só quem é professor consegue discernir no momento o importante do acessório
Só quem é professor entende a importância da frase logo de manhã:
"Professor ainda não o vi sorrir hoje"
Porque na realidade quem temos à nossa frente são seres
Seres com sentimentos e ainda num estado de pureza.

Só quem é professor tem a consciência do seu papel
Só quem é professor consegue ver para além do formal
E entende que o que estamos a formar são pessoas de sentimentos
Pessoas que um dia vão ser pessoas
Na melhor das hipóteses melhores do que nós.

Esta partilha é uma amostra de tudo aquilo que as minhas turmas este ano me têm dado...
São os meus companheiros do dia-a-dia.

Nuno Garção

Destino



O destino criou novamente um círculo com a minha vida ...
O recomeço é sempre um bom princípio para procurar fazer uma linha direita!

Nuno Garção

Porque sonhar faz a diferença!

Os sonhos fazem-nos avançar
Mesmo que as circunstâncias nos impeçam.

Os sonhos enganam-nos acerca do nosso destino
Quando estamos convencidos que é esse o caminho.

Os sonhos enchem-nos e aquecem-nos a alma
Quando sentimos que o coração está frio e vazio.


Os sonhos anestesiam-nos
E dão-nos uma realidade alternativa de mundo mais perfeito.

Os sonhos estimulam-nos
Mesmo que saibamos que são difíceis de concretizar.

Os sonhos são a nossa razão de viver
Nem que para isso tenhamos que lutar até ao fim.

Os sonhos não são desespero ou frustração
São formas de viver um presente dourado de futuro.

Mas o problema não são dos sonhos,
Mas sim da forma como os arquitetamos e de quem neles incluímos.

Os sonhos são na realidade o carvão do nosso eu.

O importante é que não deixemos de sonhar e amar
Porque sonhar faz a diferença,
Entre o parar ou o continuar a caminhar.

Nuno Garção