De volta ao meu desporto favorito.
Obrigado, amigo Adriano.
Neste fim-de-semana o tempo não ajudou, mas para o próximo voltamos à carga.
Um espaço onde vou colocando o que me vai surgindo entre a caneta e o papel.
Educação das sensibilidades
"A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...
É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...
Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.
A educação se divide em duas partes:
educação das habilidades e educação das sensibilidades...
Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.
Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.
Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados.
Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:
...a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra.
Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.
Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...
...ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.
São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.
Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio."
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Rubem Alves
Passar pela vida
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"Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu:
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu."
.
Francisco Octaviano
"Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu:
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu."
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Francisco Octaviano
Cidade - entidade colectiva formada por organismos vivos
"Diante de nós desenham-se os contornos da cidade.
Através dos olhos de uma ave nocturna que voa alto no céu, observamos a paisagem urbana. Dessa perspectiva alargada que se oferece ao nosso olhar, a cidade tem o aspecto de uma gigantesca criatura - ou, melhor dizendo, de um única entidade colectiva formada por organismos vivos. As numerosas artérias que se estendem até às extremidades desse corpo esquivo permitem que o sangue circule continuamente e chegue a todas as células, enviando novas informações e reciclando as antigas, dando origem a novos bens e recuperando os antigos. Criam-se novas contradições, recuperam-se velhas contradições. As partes do seu corpo cintilam, incendeiam-se e oscilam ao ritmo do bater do coração. Aproxima-se a meia-noite, o ponto alto da sua actividade já passou mas o metabolismo vital que assegura a vida continua a trabalhar incessantemente, produzindo o basso contínuo que reproduz mormúrios da cidade, um som monótono, sem altos nem baixos, se bem que prenhe de pressentimentos."
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Haruki Murakami (After Dark - Os Passageiros da Noite)
Em 2010, ...Sê!
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"Se não puderes ser um pinheiro no topo da colina
sê um arbusto no vale – mas sê o melhor arbusto
na margem de um regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
e dá alegria a um caminho.
Se não puderes ser almíscar, sê então apenas uma tília
mas a tília mais viva do lago.
Não podemos ser todos capitães,
temos de ser tripulação.
Há alguma coisa para todos nós aqui. [...]
Se não puderes ser uma estrada,
sê apenas uma senda.
Se não puderes ser sol, sê uma estrela.
Sê simples, límpido.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso
mas sê melhor do que o que quer que sejas! ”
Pablo Neruda
(Foto: Mintegui)
"Se não puderes ser um pinheiro no topo da colina
sê um arbusto no vale – mas sê o melhor arbusto
na margem de um regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
e dá alegria a um caminho.
Se não puderes ser almíscar, sê então apenas uma tília
mas a tília mais viva do lago.
Não podemos ser todos capitães,
temos de ser tripulação.
Há alguma coisa para todos nós aqui. [...]
Se não puderes ser uma estrada,
sê apenas uma senda.
Se não puderes ser sol, sê uma estrela.
Sê simples, límpido.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso
mas sê melhor do que o que quer que sejas! ”
Pablo Neruda
(Foto: Mintegui)
Os amigos
Este ano fiz novos amigos e não foram só novos, foram bons amigos: simpáticos, honestos e verdadeiros.
Esses amigos tornam-se especialmente importantes quando estamos num ambiente novo e conseguimos criar ligações fortes em pouco tempo, numa sociedade onde o forte se deixa constantemente sobrepor pelo superficial.
Mas ainda há pessoas profundas, carinhosas, divertidas e lindas. Às vezes não são preciso palavras, basta os olhares, as atitudes e os comportamentos para o sabermos.
Há um ano decidi vir para o Algarve neste nova aventura pessoal: hoje posso dizer que não me arrependo e vocês todos contribuíram para isso.
E é por isso que estou a escrever esta mensagem. Para vos desejar um Natal muito especial selado por um beijo quente (para os rapazes um abraço; nada de confusões Alexandre).
Que o ano de 2010 nos reserve experiências loucas e belas e que façam parte das nossas recordações, como o momento final do jantar de Natal.
Nuno Garção
Alegria
Alegria
Como um raio de vida
Alegria
Como um louco a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como uma explosão de júbilo
Alegria
Eu vi uma faísca da vida brilhando
Alegria
Eu ouço um jovem menestrel cantando
Alegria
O grito bonito
Um rugir de sofrimento e de felicidade
Tão extremo...
Um amor furioso dentro de mim,
Alegria
Um feliz e mágico sentimento.
Alegria
Como um raio de vida
Alegria
Como um palhaço a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade.
Alegria
Como a luz da vida
Alegria
Como um palhaço que grita
Alegria
De um estupendo grito
De uma tristeza louca, serena
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade
De um estupendo grito
De uma tristeza louca, será
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade
Tão extremo
Um amor furioso em mim
Alegria
Um feliz e mágico sentimentos
Cirque du soleil
Como um raio de vida
Alegria
Como um louco a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como uma explosão de júbilo
Alegria
Eu vi uma faísca da vida brilhando
Alegria
Eu ouço um jovem menestrel cantando
Alegria
O grito bonito
Um rugir de sofrimento e de felicidade
Tão extremo...
Um amor furioso dentro de mim,
Alegria
Um feliz e mágico sentimento.
Alegria
Como um raio de vida
Alegria
Como um palhaço a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade.
Alegria
Como a luz da vida
Alegria
Como um palhaço que grita
Alegria
De um estupendo grito
De uma tristeza louca, serena
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade
De um estupendo grito
De uma tristeza louca, será
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade
Tão extremo
Um amor furioso em mim
Alegria
Um feliz e mágico sentimentos
Cirque du soleil
As crianças
Apresentam-se como um símbolo de vida.
Representam a esperança de um mundo melhor.
Sorriem como ninguém.
Demonstram uma sinceridade única e invejável.
Consomem de forma saudável a atenção e o tempo dos adultos.
Enchem a vida e o coração de quem as rodeiam.
Manifestam uma curiosidade desmedida.
E acreditam que tudo é possível.
Henrique... que saibas ser sempre uma criança.
.
Nuno Garção
Mudanças
Medos
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Os medos são reais.
Os medos são formas que nos rodeiam e que nos dizem que estamos vivos.
Os medos sussurram-nos constantemente ao ouvido que seria mais fácil desistir.
Os medos picam-nos a alma a ponto de ela gritar com dor.
Os medos envolvem-nos numa espécie de coberta fofa mas pegajosa.
Os medos mostram-nos que além pode haver algo melhor, mas que não conhecemos.
Os medos são cobardes comparando com a nossa coragem.
Os medos dizem-nos no fundo que não há que ter medo.
Pois não há nenhum grande acontecimento que não seja feito com medo.
Nuno Garção
.
tina, resposta aos "teus" medos.
http://opassarodalua.blogspot.com/
Os medos são formas que nos rodeiam e que nos dizem que estamos vivos.
Os medos sussurram-nos constantemente ao ouvido que seria mais fácil desistir.
Os medos picam-nos a alma a ponto de ela gritar com dor.
Os medos envolvem-nos numa espécie de coberta fofa mas pegajosa.
Os medos mostram-nos que além pode haver algo melhor, mas que não conhecemos.
Os medos são cobardes comparando com a nossa coragem.
Os medos dizem-nos no fundo que não há que ter medo.
Pois não há nenhum grande acontecimento que não seja feito com medo.
Nuno Garção
.
tina, resposta aos "teus" medos.
http://opassarodalua.blogspot.com/
Words are Windows (or They're Walls)
"I feel so sentenced by your words,
I feel so judged and sent away,
Before I go I've got to know
Is that what you mean to say?
Before I rise to my defense,
Before I rise to my defense,
Before I speak in hurt and fear,
Before I build that wall of words,
Tell me, did I really hear?
Words are windows, or they're walls,
Words are windows, or they're walls,
They sentence us, or set us free.
When I speak and when I hear,
Let the love light shine through me.
There are things I need to say,
There are things I need to say,
Things that mean so much to me,
If my words don't make me clear,
Will you help me to be free?
If I seemed to put you down,
If I seemed to put you down,
If you felt I didn't care,
Try to listen through my words
To the feelings that we share."
Ruth Bebermeyer
Um simples gesto de amor
Como seria o mundo se todos estivéssemos em paz uns com os outros?Se não houvesse guerras, invejas, discussões, mal entendidos...
Quanta energia se pouparia?
Talvez a aproveitássemos para amar,
Para dar ao do lado um pouco de atenção, de carinho, de felicidade.
Quando alguém ousar conseguir atingir esse feito
Será o princípio de uma nova era.
Como gostaria de atingir essa perfeição…
Sorrir com carinho a alguém que me agride, que me atinge o coração
E provocar um sentimento de impotência e de reconversão nessa atitude.
Provocar nessa alma, no interior dessa pessoa, o mesmo desejo de harmonia e paz.
Como eu gostaria de ter essa capacidade…
Essa ousadia…
Sinto e acredito que esse comportamento tem esse efeito.
Tem que ter!
Não temos é essa capacidade.
Ainda!
Então não te deixes contagiar pelo contrário.
Acredita!
Continua a falar em amor,
A dar amor,
A acreditar no amor.
Pode ser que te contagies e contagies os outros.
O íntimo de cada um pede amor!?
Amor do companheiro, dos filhos que quer ter, da família…
E porque não do colega de trabalho, do vizinho, do chefe?
Amor é chave para a harmonia e para a felicidade.
Amor talvez seja das palavras mais conhecidas e pronunciadas em todo o mundo,
Mas menos assumidas, menos vividas, menos ambicionadas.
Amor…
Como poderemos ter amor,
Se sabemos que há pessoas que passam fome,
Ou que há pessoas que morrem de doença porque não têm meios,
Ou que desaparecem porque simplesmente não têm amor…
Como poderemos dizer que temos e damos amor,
Quando fechamos os olhos para não ver o que se passa à nossa volta?
Isso sim…
Olhar e dar porque alguém necessita.
Isso sim é amor na sua plenitude:
Cada um de nós poder ajudar o semelhante com um gesto de amor.
E às vezes basta um sorriso, uma palavra, um olhar,
Para alguém seguir em frente.
É esse sentimento que nos mostrará o amor,
Quem verdadeiramente ama,
Quem dá sem pensar em receber algo…
Se cada um de nós soubesse o poder que temos,
O poder de podermos com um simples gesto de amor,
Alterar para sempre o destino de alguém,
Dar ao outro aquilo que ele precisa.
Todos nós receberíamos
E todos nós nos sentiríamos bem com outros e com nós mesmos.
Mas para que isso aconteça,
Temos que ter a capacidade de saber o que outro realmente precisa.
Amor, certamente!
Mas como eu posso dar esse amor?
Como é que tu podes dar esse amor?
Como é que eu posso ajudar o outro com um simples gesto, mas significativo.
Sem me ser pedido?
Seria lindo que cada pessoa encontrasse isso onde menos espera
- Um simples gesto de amor -
E onde não procura.
Sim, claro! O amor revela-se e não se procura.
Sabes?
Acho que o amor,
O verdadeiro amor,
É aquele que ao fecharmos os olhos nos bate nas costas
E sem o vermos sabemos que é esse o verdadeiro amor,
Aquele que nos enche,
Que está lá,
Porque o sentimos.
E não nos precisamos virar,
Porque ele é belo independentemente da sua aparência.
Ele é genuíno porque é caridade pelo seu conteúdo,
Pelo seu significado para cada um.
Quando no mundo houver confiança no sentimento,
Neste amor,
Nesta caridade,
Nesta capacidade de dádiva,
Será o mundo da paz e da felicidade para todos.
Aquele que te encherá a mim e certamente a ti.
Nuno Garção
O importante não é "comer" mas voar!
"Fernão Capelo Gaivota não era um pássaro vulgar. Sem se atrapalhar, abriu de novo as asas naquela difícil curva, abrandou e desequelibrou-se outra vez.
A maior parte das gaivotas não se querem incomodar a aprender mais que os rudimentos do voo, como ir da costa à comida e voltar.
Para maior parte das gaivotas, o que importa não é saber voar, mas comer. Para esta gaivota, no entanto, o importante não era comer, mas voar.
Mais que tudo, Fernão Capelo Gaivota adorava voar.
[...]
Tu és um pássaro num milhão. A maior parte de nós percorremos um longo caminho. Fomos de um mundo para o outro que era quase igual ao primeiro, sem nos preocuparmos com o destino, vivendo o momento. Fazes alguma ideia de quantas vidas teremos de viver antes de comprendermos que há coisas mais importantes do que comer, lutar ou disputar o poder no Bando? Mil vidas, Fernão, dez mil vidas! E, depois, mais cem vidas até começarmos a aprender que a perfeição existe, e outras cem para constatar que o nosso objectivo na vida é conseguir a perfeição e pô-la em prática. [...] E isso não é voar a mil e quinhentos quilómetros por hora, nem a um milhão, nem à valocidade da luz. É que nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites.
[...]
- Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta de outra asa não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo... [...] Somos livres de ir para onde desejarmos e de ser o que somos. [...] Tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, Aqui e Agora; nada se pode interpor no teu caminho. Essa é a Lei da Grande Gaivota, a Lei que É.
- Queres dizer que posso voar?
- Quero dizer que és livre. [...]
O truque consiste em tentar ultrapassar as nossas limitações, com calma e paciência. Voar através das rochas já faz parte de uma fase mais avançada."
Richard Bach (Fernão Capelo Gaivota)
A maior parte das gaivotas não se querem incomodar a aprender mais que os rudimentos do voo, como ir da costa à comida e voltar.
Para maior parte das gaivotas, o que importa não é saber voar, mas comer. Para esta gaivota, no entanto, o importante não era comer, mas voar.
Mais que tudo, Fernão Capelo Gaivota adorava voar.
[...]
Tu és um pássaro num milhão. A maior parte de nós percorremos um longo caminho. Fomos de um mundo para o outro que era quase igual ao primeiro, sem nos preocuparmos com o destino, vivendo o momento. Fazes alguma ideia de quantas vidas teremos de viver antes de comprendermos que há coisas mais importantes do que comer, lutar ou disputar o poder no Bando? Mil vidas, Fernão, dez mil vidas! E, depois, mais cem vidas até começarmos a aprender que a perfeição existe, e outras cem para constatar que o nosso objectivo na vida é conseguir a perfeição e pô-la em prática. [...] E isso não é voar a mil e quinhentos quilómetros por hora, nem a um milhão, nem à valocidade da luz. É que nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites.
[...]
- Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta de outra asa não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo... [...] Somos livres de ir para onde desejarmos e de ser o que somos. [...] Tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, Aqui e Agora; nada se pode interpor no teu caminho. Essa é a Lei da Grande Gaivota, a Lei que É.
- Queres dizer que posso voar?
- Quero dizer que és livre. [...]
O truque consiste em tentar ultrapassar as nossas limitações, com calma e paciência. Voar através das rochas já faz parte de uma fase mais avançada."
Richard Bach (Fernão Capelo Gaivota)
O pássaro da alma
.
"No fundo, bem lá no fundo do corpo, mora a alma.
"No fundo, bem lá no fundo do corpo, mora a alma. Ainda não houve quem a visse,
Mas todos sabem que ela existe.
E não só sabem que existe,
Como também sabem o que lá tem dentro.
Dentro da alma,
Lá bem no centro,
Pousada numa pata
Está um pássaro.
E o nome do pássaro é pássaro da alma.
E ele sente tudo o que nós sentimos:
[...]
Quando alguém se zanga connosco,
[...]
Quando alguém se zanga connosco,
O pássaro da alma recolhe-se dentro de si
Tristonho e silencioso.
E quando alguém nos abraça, o pássaro da alma
Que mora no fundo, bem lá no fundo do nosso corpo,
Começa a crescer a crescer,
Até encher quase todo o espaço dentro de nós,
Tão bom é para ele o abraço.
[...]
E como tudo o que sentimos tem uma gaveta,
[...]
E como tudo o que sentimos tem uma gaveta,
O pássaro da alma tem imensas gavetas.
A gaveta da alegria e a gaveta da tristeza.
A gaveta da inveja e a gaveta da esperança.
A gaveta da desilusão e a gaveta do desepero.
A gaveta da paciência e a gaveta do desassossego.
E mais a gaveta do ódio, a gaveta da cólera e a gaveta do mimo.
A gaveta da preguiça e a gaveta do vazio.
E a gaveta dos segredos mais escondidos,
[...]
Agora já compreendemos que cada homem é diferente do seu semelhante
[...]
Agora já compreendemos que cada homem é diferente do seu semelhante
Por causa do pássaro da alma que tem dentro de si.
O pássaro que em certas manhãs abre a gaveta de alegria,
E a alegria jorra dela para dentro do corpo
E o dono dele fica feliz.
[...]
E o mais importante - é escutar logo o pássaro. [...]
[...]
E o mais importante - é escutar logo o pássaro. [...]
Ele quer falar-nos dos sentimentos que estão encerrados nas gavetas
Dentro de nós.
Há quem o ouça muitas vezes,
Há quem o ouça raras vezes,
E há quem o ouça
Uma única vez na vida.
Por isso vale a pena
Talvez tarde pela noite, quando o silêncio nos rodeia,
Escutar o pássaro da alma que mora dentro de nós,
No fundo, lá bem no fundo do corpo."
Michal Snunit (O pássaro da alma)
Um abraço grande para a João
Se não tiver amor não sou nada...
.
"Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados.
Vou mostrar-vos um caminho de perfeição
que ultrapassa tudo:
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu possua a plenitude da fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente, o amor é benigno;
não é invejoso, não é altivo nem orgulhoso;
não é inconveniente, não procura o próprio interesse;
não se irrita, não guarda ressentimento;
não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade;
tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor não acaba nunca."
.
São Paulo aos Coríntios
Vou mostrar-vos um caminho de perfeição
que ultrapassa tudo:
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu possua a plenitude da fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente, o amor é benigno;
não é invejoso, não é altivo nem orgulhoso;
não é inconveniente, não procura o próprio interesse;
não se irrita, não guarda ressentimento;
não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade;
tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor não acaba nunca."
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São Paulo aos Coríntios
(13. 1 Cor 12, 31 --13, 8a)
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