Em 2010, ...Sê!

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"Se não puderes ser um pinheiro no topo da colina
sê um arbusto no vale – mas sê o melhor arbusto
na margem de um regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
e dá alegria a um caminho.
Se não puderes ser almíscar, sê então apenas uma tília
mas a tília mais viva do lago.
Não podemos ser todos capitães,
temos de ser tripulação.
Há alguma coisa para todos nós aqui. [...]
Se não puderes ser uma estrada,
sê apenas uma senda.
Se não puderes ser sol, sê uma estrela.
Sê simples, límpido.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso
mas sê melhor do que o que quer que sejas!
 
Pablo Neruda
(Foto: Mintegui)

Os amigos


Este ano fiz novos amigos e não foram só novos, foram bons amigos: simpáticos, honestos e verdadeiros.


Esses amigos tornam-se especialmente importantes quando estamos num ambiente novo e conseguimos criar ligações fortes em pouco tempo, numa sociedade onde o forte se deixa constantemente sobrepor pelo superficial.
Mas ainda há pessoas profundas, carinhosas, divertidas e lindas. Às vezes não são preciso palavras, basta os olhares, as atitudes e os comportamentos para o sabermos.

Há um ano decidi vir para o Algarve neste nova aventura pessoal: hoje posso dizer que não me arrependo e vocês todos contribuíram para isso.
E é por isso que estou a escrever esta mensagem. Para vos desejar um Natal muito especial selado por um beijo quente (para os rapazes um abraço; nada de confusões Alexandre).
Que o ano de 2010 nos reserve experiências loucas e belas e que façam parte das nossas recordações, como o momento final do jantar de Natal.

Nuno Garção

Alegria

Alegria
Como
um raio de vida
Alegria
Como um louco a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como uma explosão de júbilo

Alegria
Eu vi uma faísca da vida brilhando
Alegria
Eu ouço um jovem menestrel cantando
Alegria
O grito bonito
Um rugir de sofrimento e de felicidade
Tão extremo...
Um amor furioso dentro de mim,
Alegria
Um feliz e mágico sentimento.

Alegria
Como um raio de vida
Alegria
Como um palhaço a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade

De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade.

Alegria
Como a luz da vida
Alegria
Como um palhaço que grita
Alegria
De um estupendo grito
De uma tristeza louca, serena
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade

De um estupendo grito
De uma tristeza louca, será
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade

Tão extremo
Um amor furioso em mim
Alegria
Um feliz e mágico sentimentos

Cirque du soleil

As crianças


As crianças são o que existe de mais valioso:
Apresentam-se como um símbolo de vida.
Representam a esperança de um mundo melhor.
Sorriem como ninguém.
Demonstram uma sinceridade única e invejável.
Consomem de forma saudável a atenção e o tempo dos adultos.
Enchem a vida e o coração de quem as rodeiam.
Manifestam uma curiosidade desmedida.
E acreditam que tudo é possível.

Henrique... que saibas ser sempre uma criança.
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Nuno Garção

Mudanças


"O tempo está em festa e pela primeira vez não o vê. Vai ter de inventar outro tempo um novo corpo, uma casa em papel sobre o rio, um novo paradigma para ser e procurar as cores dos pássaros que querem há muito mudar de vida."

tina

Medos


Os medos são reais.
Os medos são formas que nos rodeiam e que nos dizem que estamos vivos.
Os medos sussurram-nos constantemente ao ouvido que seria mais fácil desistir.
Os medos picam-nos a alma a ponto de ela gritar com dor.
Os medos envolvem-nos numa espécie de coberta fofa mas pegajosa.
Os medos mostram-nos que além pode haver algo melhor, mas que não conhecemos.
Os medos são cobardes comparando com a nossa coragem.
Os medos dizem-nos no fundo que não há que ter medo.
Pois não há nenhum grande acontecimento que não seja feito com medo.

Nuno Garção
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tina, resposta aos "teus" medos
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http://opassarodalua.blogspot.com/

Words are Windows (or They're Walls)


"I feel so sentenced by your words,
I feel so judged and sent away,
Before I go I've got to know
Is that what you mean to say?
Before I rise to my defense,
Before I speak in hurt and fear,
Before I build that wall of words,
Tell me, did I really hear?
Words are windows, or they're walls,
They sentence us, or set us free.
When I speak and when I hear,
Let the love light shine through me.
There are things I need to say,
Things that mean so much to me,
If my words don't make me clear,
Will you help me to be free?
If I seemed to put you down,
If you felt I didn't care,
Try to listen through my words
To the feelings that we share."

Ruth Bebermeyer

Um simples gesto de amor

Como seria o mundo se todos estivéssemos em paz uns com os outros?
Se não houvesse guerras, invejas, discussões, mal entendidos...
Quanta energia se pouparia?
Talvez a aproveitássemos para amar,
Para dar ao do lado um pouco de atenção, de carinho, de felicidade.
Quando alguém ousar conseguir atingir esse feito
Será o princípio de uma nova era.
Como gostaria de atingir essa perfeição…
Sorrir com carinho a alguém que me agride, que me atinge o coração
E provocar um sentimento de impotência e de reconversão nessa atitude.
Provocar nessa alma, no interior dessa pessoa, o mesmo desejo de harmonia e paz.
Como eu gostaria de ter essa capacidade…
Essa ousadia…
Sinto e acredito que esse comportamento tem esse efeito.
Tem que ter!
Não temos é essa capacidade.
Ainda!
Então não te deixes contagiar pelo contrário.
Acredita!
Continua a falar em amor,
A dar amor,
A acreditar no amor.
Pode ser que te contagies e contagies os outros.
O íntimo de cada um pede amor!?
Amor do companheiro, dos filhos que quer ter, da família…
E porque não do colega de trabalho, do vizinho, do chefe?
Amor é chave para a harmonia e para a felicidade.
Amor talvez seja das palavras mais conhecidas e pronunciadas em todo o mundo,
Mas menos assumidas, menos vividas, menos ambicionadas.
Amor…
Como poderemos ter amor,
Se sabemos que há pessoas que passam fome,
Ou que há pessoas que morrem de doença porque não têm meios,
Ou que desaparecem porque simplesmente não têm amor…
Como poderemos dizer que temos e damos amor,
Quando fechamos os olhos para não ver o que se passa à nossa volta?
Isso sim…
Olhar e dar porque alguém necessita.
Isso sim é amor na sua plenitude:
Cada um de nós poder ajudar o semelhante com um gesto de amor.
E às vezes basta um sorriso, uma palavra, um olhar,
Para alguém seguir em frente.
É esse sentimento que nos mostrará o amor,
Quem verdadeiramente ama,
Quem dá sem pensar em receber algo…
Se cada um de nós soubesse o poder que temos,
O poder de podermos com um simples gesto de amor,
Alterar para sempre o destino de alguém,
Dar ao outro aquilo que ele precisa.
Todos nós receberíamos
E todos nós nos sentiríamos bem com outros e com nós mesmos.
Mas para que isso aconteça,
Temos que ter a capacidade de saber o que outro realmente precisa.
Amor, certamente!
Mas como eu posso dar esse amor?
Como é que tu podes dar esse amor?
Como é que eu posso ajudar o outro com um simples gesto, mas significativo.
Sem me ser pedido?
Seria lindo que cada pessoa encontrasse isso onde menos espera
- Um simples gesto de amor -
E onde não procura.
Sim, claro! O amor revela-se e não se procura.
Sabes?
Acho que o amor,
O verdadeiro amor,
É aquele que ao fecharmos os olhos nos bate nas costas
E sem o vermos sabemos que é esse o verdadeiro amor,
Aquele que nos enche,
Que está lá,
Porque o sentimos.
E não nos precisamos virar,
Porque ele é belo independentemente da sua aparência.
Ele é genuíno porque é caridade pelo seu conteúdo,
Pelo seu significado para cada um.
Quando no mundo houver confiança no sentimento,
Neste amor,
Nesta caridade,
Nesta capacidade de dádiva,
Será
o mundo da paz e da felicidade para todos.
Aquele que te encherá a mim e certamente a ti.


Nuno Garção

O importante não é "comer" mas voar!


"Fernão Capelo Gaivota não era um pássaro vulgar. Sem se atrapalhar, abriu de novo as asas naquela difícil curva, abrandou e desequelibrou-se outra vez.
A maior parte das gaivotas não se querem incomodar a aprender mais que os rudimentos do voo, como ir da costa à comida e voltar.
Para maior parte das gaivotas, o que importa não é saber voar, mas comer. Para esta gaivota, no entanto, o importante não era comer, mas voar.
Mais que tudo, Fernão Capelo Gaivota adorava voar.
[...]
Tu és um pássaro num milhão. A maior parte de nós percorremos um longo caminho. Fomos de um mundo para o outro que era quase igual ao primeiro, sem nos preocuparmos com o destino, vivendo o momento. Fazes alguma ideia de quantas vidas teremos de viver antes de comprendermos que há coisas mais importantes do que comer, lutar ou disputar o poder no Bando? Mil vidas, Fernão, dez mil vidas! E, depois, mais cem vidas até começarmos a aprender que a perfeição existe, e outras cem para constatar que o nosso objectivo na vida é conseguir a perfeição e pô-la em prática. [...] E isso não é voar a mil e quinhentos quilómetros por hora, nem a um milhão, nem à valocidade da luz. É que nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites.
[...]
- Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta de outra asa não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo... [...] Somos livres de ir para onde desejarmos e de ser o que somos. [...] Tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, Aqui e Agora; nada se pode interpor no teu caminho. Essa é a Lei da Grande Gaivota, a Lei que É.
- Queres dizer que posso voar?
- Quero dizer que és livre. [...]
O truque consiste em tentar ultrapassar as nossas limitações, com calma e paciência. Voar através das rochas já faz parte de uma fase mais avançada."

Richard Bach
(Fernão Capelo Gaivota)

O pássaro da alma

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"No fundo, bem lá no fundo do corpo, mora a alma.
Ainda não houve quem a visse,
Mas todos sabem que ela existe.
E não só sabem que existe,
Como também sabem o que lá tem dentro.

Dentro da alma,
Lá bem no centro,
Pousada numa pata
Está um pássaro.
E o nome do pássaro é pássaro da alma.
E ele sente tudo o que nós sentimos:

[...]


Q
uando alguém se zanga connosco,
O pássaro da alma recolhe-se dentro de si
Tristonho e silencioso.
E quando alguém nos abraça, o pássaro da alma
Que mora no fundo, bem lá no fundo do nosso corpo,
Começa a crescer a crescer,
Até encher quase todo o espaço dentro de nós,
Tão bom é para ele o abraço.

[...]

E
como tudo o que sentimos tem uma gaveta,
O pássaro da alma tem imensas gavetas.
A gaveta da alegria e a gaveta da tristeza.
A gaveta da inveja e a gaveta da esperança.
A gaveta da desilusão e a gaveta do desepero.
A gaveta da paciência e a gaveta do desassossego.
E mais a gaveta do ódio, a gaveta da cólera e a gaveta do mimo.
A gaveta da preguiça e a gaveta do vazio.
E a gaveta dos segredos mais escondidos,

[...]

Agora já compreendemos que cada homem é diferente do seu semelhante
Por causa do pássaro da alma que tem dentro de si.
O pássaro que em certas manhãs abre a gaveta de alegria,
E a alegria jorra dela para dentro do corpo
E o dono dele fica feliz.

[...]

E o m
ais importante - é escutar logo o pássaro. [...]
Ele quer falar-nos dos sentimentos que estão encerrados nas gavetas
Dentro de nós.

Há quem o ouça muitas vezes,
Há quem o ouça raras vezes,
E há quem o ouça
Uma única vez na vida.

Por isso vale a pena
Talvez tarde pela noite, quando o silêncio nos rodeia,
Escutar o pássaro da alma que mora dentro de nós,
No fundo, lá bem no fundo do corpo."

Michal Snunit (O pássaro da alma)
Um abraço grande para a João

Se não tiver amor não sou nada...

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"Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados.
Vou mostrar-vos um caminho de perfeição
que ultrapassa tudo:
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu possua a plenitude da fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente, o amor é benigno;
não é invejoso, não é altivo nem orgulhoso;
não é inconveniente, não procura o próprio interesse;
não se irrita, não guarda ressentimento;
não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade;
tudo desculpa, tudo crê,
tudo
espera, tudo suporta.
O amor não acaba nunca."

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São Paulo aos Coríntios
(13. 1 Cor 12, 31 --13, 8a)

Sei voar

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"- Voa! - miou Zorbas estendendo uma pata e tocando-lhe ao de leve.
Ditosa desapareceu da sua vista, e o humano e o gato temeram o pior. Caíra como uma pedra. Com a respiração em suspenso assomaram as cabeças por cima do varandim, e viram-na então batendo as asas, sobrevoando o parque de estacionamento, e depois seguiram-lhe o voo até às alturas, até mais para além do cata-vento de ouro que coroava a singular beleza de São Miguel.
Ditosa voava solitária na noite de Hamburgo. Afastava-se batendo as asas energicamente até se elevar sobre as gruas do porto, sobre os mastros dos barcos, e depois regressava planando, rodando uma e outra vez em torno do campanário da igreja.
- Estou a voar! Zorbas! Sei voar! - grasnava ela, eufórica, lá da vastidão do céu cinzento.
O humano acariciou o lombo do gato.
- Bem, gato, conseguimos - disse ele suspirando.
- Sim, à beira do vazio compreendeu o mais importante - miou Zorbas.
- Ah, sim? E o que é que ela compreendeu? - perguntou o humano.
- Que só voa quem se atreve a fazê-lo - miou Zorbas.
- Suponho que agora te estorva a minha companhia. Eu espero-te lá em baixo - despediu-se o humano.
Zorbas permaneceu ali a contemplá-la até que não soube se foram as gotas de chuva ou as lágrimas que lhe embaciaram os olhos amarelos de gato grande, preto e gordo, de gato bom, de gato nobre, de gato de porto."
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Luis Sepúlveda
(História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar)

Poetas

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Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.
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Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
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Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.
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E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!
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Florbela Espanca

Aprender a partilhar

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"Aprender a partilhar significa superar a subtil tentação do individualismo pessoal.”.
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Sou livre...


"Sou livre. Fecho os olhos e penso com toda a minha força na minha nova condição, ainda que não esteja bem certo do que significa. Tudo o que sei é que estou completamente sozinho [não completamente]. Desterrado numa terra desconhecida, como um explorador solitário sem bússola nem mapa. Será isto a liberdade? Não sei, confesso, e às tantas desisto de pensar nisso" (p.62)
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Haruki Murakami (Kafka à beira-mar)

O Fabuloso Destino de Amélie - grande filme

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O Fabuloso Destino de Amélie, realizado por Jean-Pierre Jeunet, banda sonora de Yann Tirsen (a música que acompanha este clip é de Sigur Rós)
Amélie, uma jovem que procura encher a vida das pessoas que a rodeiam com um pouco de alegria, sem receber nada em troca. Num dia envolve-se numa misteriosa história de amor...

Forever Young

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Hoje, de regresso a casa, no rádio do meu carro passou uma música que me fez voltar aos meus tempos de juventude - 1992/1993. Uma música que retratou perfeitamente aquilo que estava a sentir no momento em que a ouvi pela primeira vez numa discoteca em Benidorm e que, passado todos estes anos, recordo com um sorriso nos lábios.
A vida também é feita de recordações; sabe bem ouvir novamente esta música pensando no que a letra transmite e sabendo que mesmo tendo envelhecido continuo "forever young".

Let's dance in style, lets dance for a while
Heaven can wait we're only watching the skies
Hoping for the best but expecting the worst
Are you going to drop the bomb or not?
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Let us die young or let us live forever
We don't have the power but we never say never
Sitting in a sandpit, life is a short trip
The music's for the sad men

Can you imagine when this race is won
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders we're getting in tune
The music's played by the mad men

Forever young, I want to be forever young
do you really want to live forever, forever and ever
Forever young, I want to be forever young
do you really want to live forever? Forever young

Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later they all will be gone
why don't they stay young

It's so hard to get old without a cause
I don't want to perish like a fading horse
Youth's like diamonds in the sun
and diamonds are forever

So many adventures couldn't happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams swinging out of the blue
We let them come true

Forever young, I want to be forever young
do you really want to live forever, forever and ever
Forever young, I want to be forever young
do you really want to live forever, forever and ever

Forever young, I want to be forever young
do you really want to live forever?

(Alphaville - Forever Young)

Ditadura da televisão

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"Nós estamos com um grande problema. Porque vocês ... estão a ver-me neste momento. Porque menos de 3% lê livros. Porque menos de 15% de vocês lê jornais. A única verdade que conhecem é aquela que vem desta caixa. Agora existe toda uma geração que nunca soube nada, que nunca saiu da caixa. Esta caixa é a verdade absoluta, a última revelação. Esta caixa pode construir ou destruir presidentes, papas, primeiros-ministros. Esta caixa é a força mais maravilhosa, poderosa e maldita deste mundo e, ai de nós, se algum dia cair nas mãos erradas. E quando a maior empresa do mundo controlar a maior e a mais perfeita máquina de propaganda jamais criada, sabe lá o que será tomado como verdade? Prestem atenção... Vocês prestem atenção: a televisão não é a verdade. Televisão é uma porra de um parque de diversões. Televisão é um circo, carnaval, uma parada de acrobacias, contadores de histórias, cómicos, cantores, malabaristas, domadores de leões e jogadores de futebol. É o negócio da matança do aborrecimento. Mas vocês todos que estão aí sentados, noite após noite, todas as idades, cores e credos... Nós somos tudo aquilo que vocês sabem. Vocês começam a acreditar nas ilusões que pomos aqui, começam a acreditar que este caixote é a realidade e as vossas vidas não são reais. Vocês fazem tudo o que a caixa vos disser para fazer. Vocês vestem-se como a caixa, e comem como a caixa, criam as crianças como vêem na caixa e até pensam como os seres da caixa. Isto é a alienação em massa seus dementes. Vocês é que são reais, pensem... Nós somos a ilusão!" (Ano de 1976)
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