The Story of Mouseland (um pouco de história política - 1945)

"It's the story of a place called Mouseland. Mouseland was a place where all the little mice lived and played, were born and died. And they lived much the same as you and I do.
They even had a Parliament. And every four years they had an election. Used to walk to the polls and cast their ballots. Some of them even got a ride to the polls. And got a ride for the next four years afterwards too. Just like you and me. And every time on election day all the little mice used to go to the ballot box and they used to elect a government. A government made up of big, fat, black cats.
Now if you think it strange that mice should elect a government made up of cats, you just look at the history of Canada for last 90 years and maybe you'll see that they weren't any stupider than we are.
Now I'm not saying anything against the cats. They were nice fellows. They conducted their government with dignity. They passed good laws--that is, laws that were good for cats. But the laws that were good for cats weren't very good for mice. One of the laws said that mouseholes had to be big enough so a cat could get his paw in. Another law said that mice could only travel at certain speeds--so that a cat could get his breakfast without too much effort.
All the laws were good laws. For cats. But, oh, they were hard on the mice. And life was getting harder and harder. And when the mice couldn't put up with it any more, they decided something had to be done about it. So they went en masse to the polls. They voted the black cats out. They put in the white cats.
Now the white cats had put up a terrific campaign. They said: "All that Mouseland needs is more vision." They said:"The trouble with Mouseland is those round mouseholes we got. If you put us in we'll establish square mouseholes." And they did. And the square mouseholes were twice as big as the round mouseholes, and now the cat could get both his paws in. And life was tougher than ever. And when they couldn't take that anymore, they voted the white cats out and put the black ones in again. Then they went back to the white cats. Then to the black cats. They even tried half black cats and half white cats. And they called that coalition. They even got one government made up of cats with spots on them: they were cats that tried to make a noise like a mouse but ate like a cat.
You see, my friends, the trouble wasn't with the colour of the cat. The trouble was that they were cats. And because they were cats, they naturally looked after cats instead of mice.
Presently there came along one little mouse who had an idea. My friends, watch out for the little fellow with an idea. And he said to the other mice, "Look fellows, why do we keep on electing a government made up of cats? Why don't we elect a government made up of mice?" "Oh," they said, "he's a Bolshevik. Lock him up!"
So they put him in jail.
But I want to remind you: that you can lock up a mouse or a man but you can't lock up an idea."

A fábula da Mouseland (em português: "Ratolândia") foi inicialmente contada por Clarence Gillis e mais tarde popularizada por Tommy Douglas, líder dos partidos políticos Co-operative Commonwealth Federation (CCF) e de seu sucessor New Democratic Party (NDP), ambos social-democratas, na província canadense de Saskatchewan. A fábula expressava a visão do CCF de que o sistema político canadense era falho em oferecer aos eleitores um falso dilema: a escolha de dois partidos, dos quais nenhum representava seus interesses e vontades. (in Wikipédia)

A fábula termina com a moral de que é possível prender o rato, mas é impossível calar a sua ideia. E a ideia, na minha opinião, não está associada a um partido, mas à necessidade de mudar o paradigma do clientelismo político 
e dos partidos que não servem os interesses de um povo e acreditar nas ideias das pessoas que querem servir a nação e todos a que a compõem e não servirem-se a si.

  In:
 http://www.youtube.com/watch?v=UtTW72F8xo0&feature=player_embedded

Noite silenciosa

FMI? O que vem fazer?

Devido à desastrosa desgovernação que os sucessivos governos nos têm sujeitado, estamos perante a acção de controladores externos, como o FMI. O FMI e o FEEF vêm apenas garantir que o dinheiro que os bancos privados e outras instituições investiram e vão investir esteja garantido, de preferência assegurando ao mesmo tempo um maior poder e controlo sobre as nações. Sim, porque desengane-se o comum que pensa que a sua intervenção vai abrandar a gula dos mercados (as taxas continuam a subir) e equilibrar as contas públicas (continuam descontroladas)...
Poder-se-ia falar do que deveria ter sido feito para evitar tudo isto, mas penso que a opinião pública sabe bem... Basta ouvir as conversas de cafés. 
E não me venham dizer, como já ouvi um prestigiado comentador televisivo, que a culpa é de todos nós, inclusive do cidadão comum. Culpa? Minha não é certamente, que trabalhei honestamente, nunca fiquei em dívida com as minhas obrigações, nunca roubei ninguém, muito menos o estado, e nunca usei conhecimentos ou influências para meu benefício. Portanto, não nos enfiem todos no mesmo saco. 
Há culpados! Bastantes e vergonhosamente à vista de todos sem que ninguém faça nada (onde anda a justiça e por quem é "controlada"?). Saltam de poleiro em poleiro alternando cargos púbicos e privados com gestão danosa e assegurando este ciclo vicioso e lamentável, que todos nós assistimos impávidos.
Mas a minha grande reflexão actualmente é sobre o que o FMI, infelizmente inevitável neste momento (será mesmo?), vem ou deveria vir fazer a Portugal?
Se for para sacrificar novamente aqueles que nos últimos tempos andam a ser sacrificados e para beneficiar os outros que se enchem diariamente, nesse caso, então deveriam ser expulsos, pois não são mais que os criados desses que não sabem realmente o é a equidade social e assegurar a sobrevivência de um povo que acredito ser competente e trabalhador (se não é talvez a culpa passe por quem está a dar ordens e a gerir e não sabe motivar).
Se por outro lado vierem pôr fim às vergonhosas parcerias público-privados, às fundações públicas e aos ordenados e pensões milionárias (eu diria todas as acima das nossas possibilidades porque a crise tem de ser paga por todos), à falta de competência dos políticos e gestores dos bens públicos, aos arranjos entre a política e as instituições privadas, salvaguardando o serviço público de qualidade (educação, justiça e saúde), fico satisfeito por acreditar que ainda há alguém com coragem para mostrar o rumo a um país e de fazer o que vergonhosamente os nossos políticos nunca fizeram. E nunca fizeram por estiveram e estão mais preocupados com o clientelismo e o poleiro, do que com o que deveria ser a sua missão - servir o povo e os interesses de Portugal.   

Nuno Garção

Por que silenciam a ISLÂNDIA?

"(Portugal está neste estado lamentável por causa da corrupção interna – pública e privada com incidência no sector bancário – e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.
Sócrates foi dizer à Sra. Merkle – a chanceler do Euro – que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.
Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele)...


Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.
Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas “macaquices” bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal “ajuda” ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para “tapar” o buraco do principal Banco islandês.
Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não “estragar” os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.

O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo."
 Por Francisco Gouveia

A nudez hoje em dia

" [...] Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje,
em ver uma mulher se despir de verdade... 
emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente
e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias,
suas dores,
sua história.
É erótico ver uma mulher que sorri,
que chora,
que vacila,
que fica linda sendo sincera,
que fica uma delícia sendo divertida, 
que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.

Uma mulher que diz o que pensa,
o que sente e o que pretende,
sem meias-verdades,
sem esconder seus pequenos defeitos [...]"

Martha Medeiros

Planet Earth - Sigur Ros

O planeta Terra é demasiado belo para o ser humano se esquecer.








In youtube.com
http://www.youtube.com/watch?v=3voeYWCAE2s&feature=related

Amigos loucos e sérios

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

Oscar Wilde

Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente


"Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente.
Começar morto, para despachar logo o assunto.
Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.
E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer.
Por fim, passo nove meses flutuando num “spa” de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois – “Voilà!” – desapareço num orgasmo."

Woody Allen


(Recebi da minha amiga Flor)

É Primavera...



É Primavera...
Sinto-me uma semente, na esperança que o sol me faça nascer de novo.


Nuno Garção

Como é possível?

Tendo em conta comentários e atitudes de responsáveis, pergunto-me: 
- Como é possível o Governo deste país estar tão distante do povo para o qual deveria governar? 
- Como é possível não entender que a realidade é tão diferente dos princípios e dos números que apregoa e defende? 
- Como é possível que o Governo acredite que isto vai lá com PECs sucessivos? 
- Como é possível que faça orelhas moucas às sucessivas manifestações de desagrado?
- Como é possível que a classe política vire costas e olhe apenas para o seu umbigo? 
- Como é possível que esta classe não entenda que quem tem de pagar a crise não são os que já a pagaram sucessivas vezes sem terem culpa de nada?
- Como é possível que os responsáveis continuem a viver incólumes e sem sentirem as agruras dos PECs e das crises sucessivas de más governações?
- Como é possível que isto tenha chegado onde chegou?

Nuno Garção

"Parva que sou"

"Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais

E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.
"


Grupo: Deolinda

A Matemática

"A Matemática apresenta invenções tão subtis que poderão servir não só para satisfazer os curiosos como, também para auxiliar as artes e poupar trabalho aos homens."

Descartes

Arte a partir da natureza


As pinturas praticadas nesta tribo são autênticas obras de arte, inspiradas apenas nas texturas e formas da Natureza. A arte é criatividade e existe quando o espírito se liberta das coisas pré-estabelecidas, criando aquilo que ainda não foi criado e que é belo pela sua natureza singular.

É importante que o ensino estimule a criatividade e o pensamento divergente.

Fotos: Tribos das Margens do Rio Omo na África

Sucesso

"Pergunto-me se o sucesso não é mais que um fracasso adiado."

António Lobo Antunes

Tesouro escondido

"Há um mundo a ser descoberto dentro de cada ser humano. Há um tesouro escondido nos escombros das pessoas que sofrem.
Só os sensíveis e sábios o descobrem."

Augusto Cury

No eggs – no omelettes!

“It is omelettes and eggs. No eggs – no omelettes! It depends on the quality of the eggs. In the supermarket you have class one, two or class three eggs and some are more expensive than others and some give you better omelettes. So when the class one eggs are in Waitrose and you cannot go there, you have a problem” - José Mourinho

Parabéns, Mourinho!
Não porque ganhou o prémio, mas porque é uma pessoa determinada, dedicada, confiante, honesta e directa. Sabe encorajar e motivar os outros (jogadores). Mais ainda, falou em português quando ganhou o prémio de "melhor treinador do mundo" e disse que tinha orgulho em ser português.
Que eu saiba nunca roubou nada (comportamento que é muito raro em Portugal no que diz respeito às pessoas conhecidas).
Talvez se todos os portugueses tivessem esta atitude fossemos outro país. Seríamos de certeza!
Ele é o melhor, sabe disso e sabe jogar com isso! É inteligente.


Nuno Garção

Um retrato actual?


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.


Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política"

Guerra Junqueiro, 1896.

«Mude»


"Mas comece devagar, 
porque a direcção é mais importante que a velocidade. 
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, 
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente, 
observando com atenção 
os lugares por onde você passa. 
Apanhe outro autocarro.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
 para passear livremente pela praia,
ou no parque, 
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, 
compre outros jornais, 
leia outros livros.
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia,
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, 
escolha comidas diferentes,
novos temperos, 
novas cores, 
novas delícias.
Tente o novo todo o dia.
O novo lado,
o novo método, 
o novo sabor,
o novo jeito, 
o novo prazer, 
o novo amor, 
a nova vida.
Tente.
Procure novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, 
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, 
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banhe em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais, 
de modos diferentes. 
Troque de bolsa, 
de carteira, 
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos, 
escreva outras poesias.
Dê os velhos relógios,
quebre delicadamente 
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude. 
Lembre-se de que a Vida é uma só, 
Procure um outro emprego,
uma nova ocupação, 
um trabalho mais leve, 
que lhe dê mais prazer,
mais digno, 
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, 
invente-as.
Seja criativo. 
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas diferentes. 
Troque novamente.
Mude, de novo.

Experimente outra vez. 
Você certamente conhecerá coisas melhores 
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, 
o entusiasmo, 
a energia.
Só o que está morto não muda!"

Edson Marques